Então, esse ano eu tive a
grande felicidade de ler Gabriel Garcia Márquez, e comecei por sua mais
aclamada obra: Cem anos de Solidão. Todo clássico trás, pelo menos para mim, um
certo receio, receio de que a leitura seja tediosa, complicada demais ou até
mesmo que traga temas que possam ser desinteressantes para mim. Como vocês
podem imaginar esse não foi o caso de Cem anos de Solidão.
Pode parecer exagero ou loucura minha, mas o livro já
me prendeu no primeiro parágrafo :
“ Muitos anos depois, diante do pelotão de
fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou
para conhecer o gelo...”
A família é constituída por vários José Arcádios e
Aurelianos, e este é o único fator que pode tornar a história de certa forma
complicada, em alguns momentos você não sabe a quem exatamente o autor se
refere, e volta e meia é necessário retornar na árvore genealógica da família
para se situar (disponível no início do livro). Há um certo mito de que a história
é muito difícil, mas eu não compartilho desta opinião, há algumas palavras que
eu desconhecia no texto, algumas eu procurei o significado, e outras eu
confesso que não dei muita importância já que o contexto deixava o significado
óbvio. Difícil nesta história é captar tudo o que o autor te oferece, eu
sinceramente acho que a história é cheia de mensagens sublimadas e é
extremamente rica, por isso pretendo ler novamente a obra algumas vezes até que
tenha absorvido a maior parte da essência do livro.
Enfim, Cem anos de Solidão é hoje o melhor livro que já
li.
Nota: 5/5
Indicação: Vinícius V. Costa
Indicação: Vinícius V. Costa